A Quintessência da Bossa e o Jazz
Testemunhar o encontro entre a disciplina da partitura e a força da execução. As telas de Gianella Riephoff são convites para ouvir a cor. E o vermelho, em sua maestria, canta a vida com a urgência de uma nota que se recusa a silenciar.
O Grito Vermelho da Floresta Verde
O vermelho de Gianella Riephoff sempre foi abraço. Paixão. Vida. Mas o que acontece quando esse abraço encontra uma floresta que precisa de um grito?
Sua floresta não é silenciosa por ser quieta; ela é silenciosa pelas ausências. A pintura, vibrante e cheia de cor, na verdade nos fala de um “silêncio que grita. Um silêncio de fogo, de chamas, de extinção.” É a arte como canal de uma verdade que não precisa de presença física para ser sentida, pois, como Gianella diz, ela “flutuou dentro” da alma da floresta.
Flores à Sombra da Torre
Conhecida por suas abstrações vibrantes e intuitivas, Gianella encontrou na capital francesa um respiro novo. A artista, nascida no Uruguai e radicada em Florianópolis, permitiu uma pausa, e nessa pausa floresceram aquarelas. Delicadas, transparentes, quase feitas de silêncio. Pinturas que não buscam o olhar, mas tocar o íntimo.
Versalhes não lhe ofereceram simetria, mas encantamento. E a Torre Eiffel? Ela não a viu como um monumento, mas como metáfora: uma renda de ferro suspensa no céu, firme e leve ao mesmo tempo.
O Vermelho em Sol Maior
Diante da pintura de Gianella Riephoff, o silêncio não existe. A cor vibra. O vermelho não é escolha estética, é posição no mundo. É energia que atravessa a tela com ritmo próprio. Há impulso, mas também estrutura. Uma arquitetura invisível sustenta cada explosão cromática.
Entre suavidade e intensidade, a artista constrói uma sinfonia visual onde a cor se torna som.
Quando ela afirma “eu sou o próprio vermelho”, não é metáfora, é fusão.
A Inspiração Emirati na Arte de Gianella
Os Emirados Árabes Unidos surgem como uma nova paleta para Gianella. Inspirada pelas tonalidades terrosas do deserto e pela elegância da caligrafia árabe, ela cria um diálogo entre culturas, explorando a beleza do intercâmbio cultural em cada obra.
Para ela, “a arte é a comunicação da alma”, e seus “Panaderos” - os emblemáticos dentes-de-leão que simbolizam sua infância - voam sem limites, conectando mundos e histórias.
Soy Panadero que Quiere Volar
Nascida no Uruguai e atualmente radicada em Florianópolis, Gianella Riephoff encontrou na arte um meio de expressão poderoso. Desde a infância, sua conexão profunda com a natureza e os materiais simples ao seu redor moldou uma artista singular.
Inspirada pelos “Panaderos” (dente-de-leão) que ancoram suas memórias de infância, Gianella transforma suas telas em narrativas visuais carregadas de liberdade e nostalgia.





