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PARADOXUM

Paradoxum resulta de um processo colaborativo desenvolvido entre Gianella e Sergio Canfield. As telas circularam entre ambas e receberam intervenções sucessivas, fazendo com que cada composição se constituísse pela resposta a gestos, formas e decisões já presentes na superfície. Figuras humanas, olhos e estruturas circulares convivem com linhas expansivas, sobreposições e campos de cor intensa. A unidade das obras surge da negociação entre procedimentos pictóricos distintos, sem apagar as diferenças que deram origem ao trabalho.

 

O título situa a série nesse encontro entre continuidade e contraste. Cada intervenção altera a direção da pintura e, ao mesmo tempo, incorpora vestígios da etapa anterior. Autoria e finalização tornam-se questões centrais, pois nenhuma das partes detém isoladamente o controle sobre o resultado. As obras registram uma experiência de coexistência na qual pintar também significa observar, responder e ceder espaço. O paradoxo se estabelece na formação de uma linguagem compartilhada que preserva a singularidade de cada gesto.

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